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Faculdade Cathedral - Barra do Garças - MT

Educação a distância amplia polo no Araguaia

Nova opção de ensino chega à região para transformar o sistema pedagógico de cursos de nível superior

Está quase concluída a implantação da primeira matriz de ensino superior totalmente a distância, em Mato Grosso. A novidade chega pela Instituição privada, Faculdade Cathedral, que entra no mercado de modalidade EAD, prometendo qualidade e democratização do Ensino Superior no Vale do Araguaia. Com sede em Barra do Garças, a Cathedral EAD pretende atender o polo regional de ensino, que atualmente conta com cerca de 10 mil acadêmicos.

Antes da iniciativa da Faculdade Cathedral, Mato Grosso contava apenas com unidades de Educação a Distância franqueadas de outros Estados do país. Em Barra do Garças, por exemplo, há mais de 12 anos que a EAD funciona com os polos da Anhanguera Educacional (sede em Valinhos – SP), da Universidade Paulista – Unip (sede em São Paulo – SP) e Universidade Norte do Paraná – Unopar (sede em Londrina – PR).

A primeira Instituição totalmente mato-grossense a implantar essa modalidade, começa por instalar unidades em toda a faixa Leste do Estado, com prospecção de ingressar também em cidades dos Estados de Goiás, Tocantins, dentre outros. Mais de 30 empresários interessados em adquirir franquias já estão sendo avaliados pelo Departamento de Expansão da Faculdade Cathedral, criado para estruturar a implantação dos polos.

Além da atuação planejada para outras regiões do país, a Cathedral negocia polos até no exterior, em áreas em que a presença de brasileiros é marcante. O diretor Executivo da Instituição, o advogado Sandro Luís Costa Saggin, confirma os contatos iniciais com investidores interessados em franquear a EAD em Londres e no interior da Alemanha.

“Neste momento a prioridade é o Vale do Araguaia. A primeira leva de franquias vai se estender por todo Norte Araguaia. A ideia é atender de Nova Xavantina (localizada a 661 km Cuiabá) até Vila Rica (localizada a 1.273 km de Cuiabá, ao norte do Estado, na fronteira com o sul do Pará)”, destaca o diretor Executivo.

Segundo Sandro, a modalidade EAD da Faculdade Cathedral, deve se expandir gradativamente e a intenção é iniciar as atividades a partir do segundo semestre deste ano, com cerca de 30 polos na primeira etapa de instalação. O Ministério da Educação (MEC) permite que Instituições como a Faculdade Cathedral, com Conceito Institucional (CI) 4, contemple a abertura de até 150 unidades ao ano. O CI é uma avaliação que o MEC faz em uma visita realizada às instalações da instituição, auferindo resultados em uma escala que vai de 1 a 5.

Se antes Barra do Garças já atraia pessoas de toda a região do Araguaia, devido a oferta de cursos de nível superior, agora o polo educacional passa a irradiar unidades nesse mesmo território, com cursos pensados para atender o mercado de trabalho local. A EAD mato-grossense vai lançar como carro chefe, o curso de Agronegócio, na intenção de suprir a demanda existente de profissionais capacitados no campo. Os outros três cursos que estão em processo de autorização junto ao MEC, são os cursos de Recursos Humanos, Marketing e Estética e Cosmética.

Apesar de não ser possível precisar o número de vagas que serão ofertadas a partir da autorização dos cursos EAD, a Faculdade Cathedral planeja, está estruturada e tem capacidade e qualidade para atender até mil alunos em cada curso. Afinal, a oferta tem a sua disposição uma demanda crescente, sobretudo no Centro-Oeste. A região registrou, em 2016, a segunda maior procura pela modalidade, perdendo apenas para a região Norte, segundo o Censo da Educação Superior.

De acordo com Sandro Saggin, é fácil prever impactos sociais a partir da implantação da primeira matriz de Educação a Distância do Estado. Isso porque o aumento da capacitação de diversos segmentos profissionais no Leste mato-grossense deve impulsionar uma cadeia de mudanças, entre as quais, o aumento da renda de famílias e o consequente fortalecimento da economia na Região do Vale do Araguaia.

Educação a distância democratiza ensino superior

No Leste de Mato Grosso ou em qualquer polo de ensino do país, a Educação a Distância diversifica a população que ingressa em cursos de nível superior. Se antes o universitário era o adolescente, recém-formado no nível médio, com condições para manter-se em uma universidade, hoje, pais e mães de família, assim como pessoas de menor renda, começam a mudar as feições desse perfil. A expectativa é que a oferta de EAD em um território ainda pouco coberto por este método de ensino, como é a região mato-grossense do Araguaia, oportunize o acesso de todas as classes à educação de qualidade.

As mensalidades dos cursos de Educação a Distância no Brasil chegam a ser 60% menores, segundo pesquisas, porque a quantidade de alunos que a modalidade pode agregar dilui os custos de sua oferta. Se uma sala de aula presencial comporta uma turma de 45 alunos por turno, o ambiente virtual da modalidade a distância pode ser oferecido a centenas. Além da oferta quase ilimitada, a EAD dispensa alguns custos com estrutura física e material, já que o conteúdo é digital.

O valor das mensalidades foi uma das razões que fizeram Andrreia Kowaleski, 33 anos, trocar de modalidade de ensino. Ela deixou o curso de Tecnologia em Estética e Cosmética nas Faculdades Unidas do Vale do Araguaia (Univar) e se matriculou em Tecnologia em Embelezamento e Imagem Pessoal, na modalidade EAD, na Anhanguera. A estudante conseguiu eliminar um ano no curso a distância porque já tinha cursado algumas disciplinas presencialmente.

Andrreia comenta que o choque de horários entre faculdade e trabalho foi determinante na escolha. Mãe de Pedro Henrique, 14 anos, e Yasmim de 10, ela revela que hoje lhe sobra tempo para cuidar dos filhos e até fazer cursos de aperfeiçoamento: “tenho mais tempo para me dedicar a outras coisas. Você acaba tendo aquele conforto de poder estudar em casa ou em qualquer lugar”, diz a acadêmica residente em Barra do Garças. Ela trabalha em um escritório e mesmo assim lhe “sobra um tempinho para dedicar aos estudos”.

“Favorecer o público que não tem condições de frequentar uma sala de aula presencial, é uma das marcas da EAD”, segundo disse a professora Karine Peixoto, Doutora em biodiversidade e conservação, que coordena o Núcleo de Educação a Distância da Faculdade Cathedral. Ela explica que essa modalidade de ensino favorece aquelas pessoas que estão sujeitas a uma carga de trabalho excessiva, restando-lhes pouco tempo para os estudos. A coordenadora lembra que não há cursos exclusivamente vespertinos em nenhuma instituição da região: “se o único período que o ingressante tiver para estudar for o vespertino, as possibilidades de realizar o tão sonhado curso de graduação se reduzem a zero”.

Essa flexibilidade em local e em tempo de estudo, também está possibilitando as populações de regiões mais isoladas geograficamente, ingressarem no Ensino Superior. A disposição de uma sala virtual acessível a qualquer momento e em qualquer lugar, por meio de um computador ou smartphone, tem feito a EAD ser aceita e procurada em localidades não cobertas por instituições físicas de ensino. Essa tecnologia beneficia principalmente as regiões onde não há ensino superior presencial.

O Norte e o Centro-Oeste registraram as maiores procuras por EAD em 2016, o que pode ser explicado, em parte, pela dimensão populacional e territorial. As duas regiões são as maiores do país em território, porém com as menores densidades demográficas, segundo o IBGE. Isso significa pequenos pontos de agrupamento populacional espalhados por extensas áreas.

Paralelamente, as duas regiões também são as que possuem menor número de instituições de Ensino Superior. O Norte tem 156, muito distante do número registrado pela região Sul (405, segundo censo de 2016). Já o Centro-Oeste conta com 240, a metade do Nordeste (com 480). A região que se sobressai em relação a esse índice, é a Sudeste, com 1.126 instituições, entre faculdades, universidades, centros universitários e institutos, públicos e privados.

Embora, Norte e Centro-Oeste ainda registrem os menores números em quantidade de polos de Educação a Distância, vê-se o protagonismo da modalidade para a democratização do ensino superior em ambas as regiões. “A dimensão do Brasil é continental, tudo é muito longe. Só no Vale do Araguaia mato-grossense nós temos cidades separadas por mais de 1200 km. A EAD vem para reduzir essas distâncias”, observa o diretor Sandro.

Longe e de difícil trânsito. Entre Alto Taquari e Vila Rica, as duas pontas do Leste de Mato Grosso (1.229 km pela principal rota), ainda há muitos trechos sem pavimentação. A distância e a falta de infraestrutura são uns dos fatores que dificultam o acesso dos habitantes do Araguaia ao polo educacional de Barra do Garças. Somado ao baixo desenvolvimento econômico da região, segundo Sandro, as famílias não têm condições de frequentarem diariamente as universidades presenciais ou se mudarem para o município de referência.

“A Educação a Distância é a democratização do ensino, é o acesso a todos. Esse é o maior ganho que a população terá com a implantação da EAD Cathedral”, afirma o diretor.

O discurso está alinhado com a tendência mundial, em incentivar a implantação da tecnologia de Educação a Distância. No Brasil, por exemplo, 20% da matriz curricular dos cursos de graduação presenciais pode ser ofertada na modalidade de EAD, modelo já aderido pela Cathedral. Essa é a confirmação de que a modalidade tem apresentado bons resultados em ensino, que não fica atrás da forma presencial de estudo.

EAD pode mudar cenário do ensino superior no país

A dificuldade no avanço da educação superior no Brasil decorre da baixa renda da maioria da população

O sistema de Educação a Distância tem a capacidade de alavancar um setor que caminha à ruína no Brasil. Quando comparado ao cenário mundial, os índices nacionais relativos ao Ensino Superior podem ser considerados insuficientes. Mesmo considerando apenas a América Latina, os brasileiros não têm conseguido posição relevante.

Segundo levantamento da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Brasil, apenas 14% dos adultos possui ensino superior completo. O percentual não chega à metade da média dos países da OCDE, que atinge 35%. O Brasil também fica bem atrás dos vizinhos latino-americanos, como o Chile (21%), a Colômbia (22%) e a Costa Rica (23%).

Esses dados são de 2014 e foram lançados apenas em setembro de 2016 na publicação Educacion at a Glance, da OCDE. O levantamento, que compara informações de mais de 40 países segue sem boas notícias aos brasileiros. O índice dos jovens entre 25 e 34 anos é de 16% e dos adultos entre 55 e 64 anos marca apenas 11%.

O diretor Executivo da Faculdade Cathedral, avalia que a dificuldade no avanço da educação superior no Brasil decorre da baixa renda da maioria da população. A falta de desenvolvimento das regiões impede a cobertura do ensino superior nas cidades do interior e nas periferias: “é outro obstáculo”, destaca Sandro.

Nesse cenário, para Sandro, o possível acadêmico de um curso vê-se em meio a um dilema. Tentar uma vaga no ensino público, “atualmente em crise” no Brasil, ou investir em uma instituição particular, a maioria, demasiadamente onerosa às classes baixas. Ainda em pequeno número no Brasil, a educação superior pública cobre, expressivamente, regiões centrais do território e não chega à população, como um todo. Geralmente, o candidato da periferia ou do interior tem que fazer longas trajetórias para acessar as instituições e isso exige todo um aporte de assistência estudantil que possibilite a permanência do aluno. A manutenção de tais condições tem se mostrado difícil para os governos, que constantemente realizam cortes no orçamento do ensino público.

Já as instituições particulares, de certa forma, influenciam os alunos de menor renda a trabalharem, paralelamente ao estudo, para arcarem com os valores de mensalidade. Quando conseguem pagar o curso, o desafio é conciliar as duas atividades. Nesse contexto, identifica-se a dificuldade que o país tem em avançar, segundo Sandro. Com pouca capacitação e baixa produção intelectual e científica, o país não consegue aumentar a renda da população e bate em uma série de entraves sociais. Para se ter uma ideia do impacto do ensino superior na vida de um brasileiro, a pesquisa da OCDE também destaca que o concluinte do nível superior ganha em média mais que o dobro do que aquele que conclui o ensino médio.

“O Brasil está descumprindo o documento [sobre acesso à educação] que ele próprio assinou perante a ONU. Isso porque a maioria da população não tem tempo, nem dinheiro ou não mora em uma cidade onde tem faculdade”, avalia o diretor Executivo da instituição avaliada pelo MEC com Índice Geral de Cursos (IGC) 4, atestando assim, a qualidade de ensino empreendida.

Segundo Sandro, uma das razões para o Brasil não avançar é essa carência no ensino superior, o responsável pela qualificação de mão de obra e pelo desenvolvimento das ciências: “não temos inventos, não temos tecnologia, nunca ganhamos um prêmio Nobel, não temos pesquisa, porque não há formação de pessoas de forma expressiva”.

Por outro lado, a implantação do ensino superior a distância caminha a passos largos, sobretudo nos interiores menos desenvolvidos do país. O reflexo desse viés crescente na educação brasileira, como já foi apontado, é a democratização desse espaço, o que provoca o aumento da população na vida acadêmica. O MEC percebe isso e tem apostado na modalidade para mudar essa realidade, ampliando a oferta de cursos superiores e, sobretudo, vagas.

Até 2016, a oferta da Educação a Distância no país havia crescido em mais de 200%, marcando 3.936.573 vagas oferecidas. Só de 2015 até o último Censo da Educação Superior, o aumento foi de 64,8%, um acréscimo de mais de um milhão e meio de vagas. Já na educação presencial brasileira, a quantidade de cadeiras vazias dispostas, não aumentou nem a metade disso, no mesmo período. Em 2016, as salas de aula físicas podiam receber apenas 18% a mais de alunos do que ofertava no ano anterior.

Isso mostra o crescimento acelerado da EAD em comparação à modalidade presencial, em virtude da facilidade de expansão que as instituições a distância possuem. Segundo o regulamento do MEC, uma franqueadora pode criar até 250 polos por ano, a depender de seu conceito institucional. Essas unidades são estruturas compactas, para oferecer ao aluno a possibilidade de realizar algumas atividades presenciais, como provas e exercícios práticos.

O esforço do Ministério da Educação no incentivo à EAD tem de fato resultado na ampliação do percentual de graduandos na modalidade. Em 2016, já eram quase um milhão e meio as pessoas que estavam matriculadas nos 1.662 cursos a distância oferecidos no Brasil, o que representava 18,6% dos alunos de graduação no país. O percentual havia crescido quase quatro pontos de 2011 (14,7%) até então, quando em números totais não somavam um milhão.

Embora haja de fato benefícios sociais da EAD, uma onda migratória ao ensino superior, através da modalidade, não vai salvar o setor sozinha. As instituições de aulas presenciais (as que mais reúnem pessoas) ainda carecem de investimento para não se deteriorarem. A Educação a Distância é apenas mais uma opção a quem tenta se ajustar à vida acadêmica. Uma alternativa para muitos que necessitam se capacitar, mas não encontram condições de fazê-lo em uma realidade presencial.

A rotina de cada um na educação a distância

De casa para o trabalho e do trabalho para a faculdade. No início de 2012, essa era a rotina de Kacielle Rhuama de Oliveira Santos, 26 anos, que só voltava a ver a família às 23h, quando retornava do curso de Educação Física, em uma instituição presencial. Ela trocava de roupa na escola, onde trabalhava, para não precisar voltar para casa. Cansada, sem tempo para outras atividades e com o desempenho nos estudos prejudicado em virtude da correria do cotidiano, a então estudante resolveu mudar de curso e tentar a Educação a Distância.

Dois meses foram o bastante para Kacielle perceber que precisava fazer a mudança: “não tinha tempo de fazer trabalhos, nem estudar. Eu andava de coletivo e não conseguia ir em casa na hora do almoço, porque o tempo era curto”, conta a estudante. Ela ingressou, presencialmente, no curso de Educação Física, em 2012 e no mesmo ano, desistiu.

Foi em agosto daquele mesmo ano que Kacielle começou Pedagogia a distância. A modalidade se adaptou a sua rotina, sem contar o baixo custo da mensalidade. Ela conta que, embora o ensino fosse extremamente exigente, principalmente no que diz respeito à disciplina com os estudos, o dia se tornou muito menos cansativo, com aulas presenciais apenas uma vez por semana: “ficou muito tranquilo. Sobrava tempo para fazer o que eu gostava, como sair com amigos e ficar com a família”, destaca Kacielle.

“Essa flexibilidade, mencionada por Kacielle, somente é possível porque nos cursos EAD os principais personagens do processo de ensino e aprendizagem não precisam estar compartilhando o mesmo tempo e espaço, pois os processos são mediados a partir do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)”, observa a coordenadora Karine Peixoto.

Segundo a analista de sistemas, Lorena Pereira Damázio, a plataforma AVA funciona como qualquer outro site da internet e é pensada para uma operação fácil, que atenda necessidades de aprendizagem do aluno. Lorena é responsável pela equipe de desenvolvimento do AVA da Cathedral, que está em pleno funcionamento, atendendo a 20% da grade de cursos presenciais da instituição. De acordo com Lorena, o sistema que suporta a EAD é responsivo, que se adapta ao formato de qualquer dispositivo utilizado para o acesso”, seja ele computador, tablet ou smartphone.

Nesse ambiente, os estudantes têm acesso ao conteúdo por meio de vídeos, imagens e textos. As videoaulas são gravadas antes mesmo de os cursos estarem disponíveis na plataforma, assim como é preparado todo o material. Quando o aluno se matricula, sua conta no AVA possibilita que ele consuma o conteúdo dividido em módulos. Ou seja, ele tem determinado tempo para terminar o primeiro módulo e, apenas quando esse período chegar ao fim, o segundo é liberado.

A Educação a Distância no Ensino Superior também exige aulas laboratoriais, com atividades de campo ou no polo mais próximo. As provas bimestrais, por exemplo, são realizadas na estrutura física da unidade franqueada. A maioria dos cursos ainda exigem algumas atividades práticas, que são oferecidas presencialmente, como é o caso dos que estão sendo implantados na Cathedral EAD.

Mas, a rotina de estudos é controlada pelo próprio estudante. Os módulos de cada disciplina podem ser consumidos na velocidade que ele desejar, desde que não ultrapasse o tempo limite. Assim, o aluno pode estudar hoje, ao longo de quatro horas e amanhã, ao longo de duas horas. “Minhas aulas presenciais eram nas segundas-feiras. Nas quintas ou nas sextas, eu assistia às videoaulas pelo portal. Quando tinha prova e trabalho, eu estudava nas quartas e sextas, à noite”, conta Kacielle.

A acadêmica de Tecnologia em Embelezamento e Imagem Pessoal, Andrreia Kowaleski, também usa a noite para estudar, devido a rotina de trabalho, durante o dia. Para ela, o conforto em estudar em casa ou nas horas vagas é uma das vantagens da modalidade, mas nem por isso o curso torna-se menos exigente que os presenciais. A dedicação e a disciplina são requeridas em altos níveis aos alunos da EAD. Isso porque o consumo do conteúdo depende da iniciativa do próprio aluno. “Você passa a administrar mais o seu tempo e até mesmo a se policiar mais”, revela Kowaleski.

Para a Karine Peixoto, o gerenciamento do tempo é uma das habilidades que a Educação a Distância desenvolve com mais precisão. “Na modalidade a distância é o próprio estudante que precisa se organizar e estabelecer uma rotina de estudos adequada”. Outras capacidades adquiridas na EAD, e pontuadas por ela é a comunicação e a responsabilidade.

“Essas competências da Educação a Distância ajudam o aluno a desenvolver novas conquistas no mercado de trabalho. O empregador tende a selecionar colaboradores que tenham essas capacidades desenvolvidas”, destaca a Coordenadora da EAD da Cathedral.

A independência do aluno são fatores marcantes na EAD, mas isso não significa que o aluno aprende sozinho. A Faculdade Cathedral, por exemplo, não propõe a completa ausência da figura do professor na modalidade. A preocupação do Núcleo de Educação a Distância da Instituição, é desenvolver o sistema de modo que os futuros alunos dos cursos 100% EAD não se sintam “abandonados”. Segundo a coordenadora Karine, mesmo que a comunicação seja totalmente realizada por meio da tecnologia, no AVA, os estudantes serão assistidos constantemente.

Na Cathedral, cada disciplina ofertada será coordenada por um professor e contará ainda com auxílio de tutores. O contato é todo feito por meio das ferramentas que a plataforma oferece. De acordo com a analista de sistemas Lorena, existe a possibilidade de trocas de mensagens por meio de fórum e chat, bem como inserção de conteúdo e atividades. Assim, o AVA é programado para permitir que o professor e o tutor monitorem e acompanhem os acessos e as execuções de atividades.

Além do professor e do tutor à disposição, que poderão ser acionados a qualquer momento, os estudantes ainda contarão com uma equipe de suporte do Núcleo de EAD. A plataforma também será monitorada continuamente, podendo sofrer intervenções técnicas, que garantam o aperfeiçoamento de sua funcionalidade.

Dos 20 aos 100%

Cursos presenciais da Faculdade Cathedral já estão com 20% de suas cargas horárias sendo oferecidas a distância. A novidade começou no ano letivo de 2018 e as disciplinas ofertadas sob essa modalidade, podem ser cursadas em qualquer dia e horário, conforme a disponibilidade do aluno, desde que o tempo limite para realização das atividades não seja extrapolado. É a partir dessa experiência inicial que a Cathedral 100% EAD será desenvolvida.

Desde outubro de 2016, as instituições presenciais de Ensino Superior estão autorizadas a ofertar a distância, um quinto da carga horária de qualquer curso. A portaria nº 1.134, publicada pelo Ministério da Educação, determina que disciplinas possam ser oferecidas nessa modalidade, integral ou parcialmente, desde que não ultrapassem 20% da carga horária total.

Nas sextas-feiras, os alunos substituem as salas de aula pelo AVA. Agora, a plataforma inaugurada no primeiro semestre do ano também dará lugar aos estudantes dos cursos 100% EAD. O AVA já está pronto e completamente funcional, à espera do conteúdo dos cursos, que devem ser abertos ao público, a partir do segundo semestre de 2018.

A Faculdade Cathedral preferiu desenvolver o seu próprio AVA, ao invés de terceirizar o serviço de criação. A ideia é centralizar na sede da Instituição, o desenvolvimento e a manutenção necessária ao sistema, a partir das exigências dos usuários (professores, tutores e alunos). Outra vantagem é o nível de personalização do ambiente virtual, de acordo com o proposto pela Faculdade Cathedral. Segundo a analista de sistemas responsável pelo projeto, Lorena Pereira Damázio, “caso a plataforma fosse terceirizada, poderia ser engessada”, com estruturas pré-definidas e com certas restrições de alteração.

Lorena conta que a plataforma exige intervenções constantes e testes são realizados continuamente para garantir a usabilidade aos alunos, professores e tutores: “trabalhamos com uma espécie de espelho do sistema, onde efetuamos os testes, sem interrupção do serviço”.

A preocupação da equipe de desenvolvimento, bem como do Núcleo de EAD da Faculdade Cathedral, é que o aluno não tenha dificuldade em navegar no ambiente virtual. Por isso, ouvir a experiência dos usuários com o AVA é fundamental para o processo contínuo de aperfeiçoamento da plataforma. Há também, a preocupação com o conteúdo, que segundo a analista, é pensado para garantir uma aprendizagem agradável, sem que falte qualidade.

Prestes a entrar no mercado da Educação a Distância, a Faculdade Cathedral propõe apresentar como diferencial a confiança de uma Instituição com boa avaliação nos principais índices nacionais. Por isso, todo o cuidado é tomado para que a EAD ofereça a mesma qualidade que a Faculdade tem registrado com os cursos presenciais mantidos pela Instituição no polo presencial.

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